Bogotá, 10 jul (EFE) - A Procuradoria colombiana ordenou hoje que seja prolongada a detenção, sem fiança, de dois guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), carcereiros de vários dos seqüestrados do grupo, informaram fontes judiciais em Bogotá.

Trata-se de Gerardo Antonio Aguilar Ramírez, conhecido como "César", e Alexander Farfán Suárez, ou "Enrique Gafas", detidos em 2 de julho na operação que permitiu o resgate de 15 reféns em poder das Farc.

"César" era o comandante da frente primeira da maior guerrilha colombiana e "Enrique Gafas", um de seus homens de confiança.

Os dois foram acusados de ser os supostos responsáveis de tomada de reféns, seqüestro extorsivo agravado e rebelião, acrescentaram as fontes.

A medida foi adotada por um procurador de Direitos Humanos e DIH que investiga o seqüestro da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e da vice em sua chapa, Clara Rojas, em 23 de fevereiro de 2002 no departamento do Caquetá (sul).

Na mesma causa, um juiz de Florencia, capital de Caquetá, condenou a 474 meses de prisão os principais chefes das Farc pelos delitos de tomada de reféns, seqüestro, rebelião e furto.

Aguilar Ramírez e Farfán Suárez, além disso, foram pedidos na quarta-feira em extradição por autoridades judiciais dos Estados Unidos pelos delitos de apoio a organização terrorista e tomada de reféns. EFE rrm/db

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