Procuradoria espanhola é contra abertura de causa por Guantánamo

Madri, 17 abr (EFE).- A Procuradoria da Audiência Nacional espanhola pediu hoje ao juiz Baltasar Garzón que não admita a demanda apresentada contra seis ex-altos cargos da Administração americana considerados responsáveis jurídicos pela criação da prisão de Guantánamo.

EFE |

O Ministério Público considera que não cabe abrir uma causa geral na Espanha para perseguir supostos crimes contra a humanidade cometidos na prisão da base americana.

O procurador-geral do Estado espanhol, Cándido Conde-Pumpido, antecipou na quinta-feira sua postura contra o processo, que qualificou de "fraudulento".

O promotor-chefe da Audiência Nacional espanhola, Javier Zaragoza, afirma, em seu relatório, que os fatos que são objeto da denúncia deverão, em todo caso, ser investigados nos Estados Unidos.

Também considera que os acusados não são responsáveis diretos de crime de tortura, como pretendem os denunciantes.

Os denunciados são Alberto Gonzales, principal assessor legal da Casa Branca até 2005, quando se tornou procurador-geral dos Estados Unidos, e outros membros da anterior Administração de George W.

Bush.

Os denunciantes, advogados que representam a Associação Pró-Dignidade dos Presos e Presas da Espanha, apresentaram a denúncia a Garzón ao estimar que este juiz é competente para investigar os fatos, já que tem aberta uma causa na qual estão cidadãos espanhóis ou residentes na Espanha que estiveram presos em Guantánamo. EFE na/an

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