Procuradoria de Udine investiga 14 pessoas pela morte de Eluana Englaro

ROMA - A procuradoria da cidade de Udine, na Itália, investiga 14 pessoas pela morte de Eluana Englaro, a italiana que morreu no início do mês após ter passado 17 anos em estado vegetativo. Entre os investigados está o pai dela, Beppino Englaro, que conseguiu na Justiça o direito de suspender a alimentação da filha.

Redação com agências internacionais |


Os advogados do pai de Eluana disseram não ter se surpreendido com a abertura do inquérito. Um deles, Vittorio Angiolini, afirmou que "a iniciativa da magistratura de Udine não tem nenhum significado em particular, já que foi aberto um inquérito após uma denúncia".

Outro representante de Beppino Englaro, O advogado Giuseppe Campeis, afirmou que agora será possível "esclarecer todas as contradições". Segundo ele, a procuradoria ainda tem dúvidas "se o que ocorreu na clínica Le Quiete era legítimo ou não".

Além de Beppino, serão investigados também o anestesista Amato De Monte, coordenador da equipe médica que cumpriu o protocolo para a suspensão da alimentação artificial da italiana, e 12 pessoas ligadas à associação "Para Eluana".

Comandado pelo procurador Antoni Biancardi, o processo foi iniciado após uma denúncia feita pela Associação Nacional Comitê Verdade e Vida. A morte de Eluana gerou polêmica na Itália e recebeu críticas do governo e do Vaticano, que acreditam que o ato é um caso de eutanásia ativa, o que é proibido pela Constituição do país. 

Eluana morreu no último dia 9 na clínica Le Quiete, em Udine, nordeste da Itália. A autópsia realizada determinou que ela sofreu uma parada cardiorespiratória, após ter sua alimentação artificial suspensa sob autorização judicial.

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