Procuradoria de Trieste diz que morte de Eluana não foi crime

Roma, 10 fev (EFE).- A Procuradoria de Trieste informou hoje que, por enquanto, não há notícias de que se tenha cometido nenhum crime em relação à morte de Eluana Englaro, informou a imprensa italiana.

EFE |

O procurador-geral de Trieste, Beniamino Deidda, disse que os procedimentos normais nestes casos para esclarecer a causa da morte serão seguidos "rigorosamente".

Acrescentou que, "até o momento", não foi reconhecida nenhuma hipótese que implique na execução de um crime na morte de Eluana.

A autópsia pode acontecer ainda hoje, anunciou o médico Carlo Moreschi, a quem a Procuradoria de Udine encarregou o processo.

Moreschi não soube dizer se o exame será na casa de repouso onde Eluana morreu ontem, e onde ainda está o corpo, ou no hospital Santa Maria della Misericordia.

Este médico foi consultado pela Procuradoria nos dias passados para que acompanhasse o procedimento da interrupção na alimentação de Eluana.

Sobre a autópsia, o advogado da família Englaro, Giuseppe Campeis, afirmou hoje que está "preparando" a lista de peritos e de consultores.

O neurologista que acompanhava o caso de Eluana há anos, Carlo Alberto Defanti, afirmou ontem que a morte foi devido a "uma crise".

Defanti acrescentou que não se esperava a morte de Eluana, já que só tinham passado três dias desde a interrupção da alimentação.

O próprio Defanti tinha previsto que Eluana viveria entre 12 e 14 dias desde que a interrupção na alimentação, ocorrida na sexta-feira passada. EFE fab/an

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