Procuradoria de Nova York processa a corretora Charles Schwab

Nova York, 17 ago (EFE).- A Procuradoria de Nova York processou hoje a corretora Charles Schwab sob a acusação de fraude contra seus clientes por não informá-los adequadamente sobre os riscos das transações envolvendo taxas de juros definidas em leilão.

EFE |

O procurador-geral de Nova York, Andrew Cuomo, diz no processo que a entidade apresentou estes ativos de forma enganosa a seus clientes em potencial, aos quais deu uma "falsa sensação de segurança" sobre sua liquidez.

Os corretores da Charles Schwab asseguravam em suas apresentações que os investidores sempre teriam acesso a estes ativos, conhecidos como ARS (auction rate securities, em inglês), quando na realidade a liquidez deste tipo de produto financeiro não é garantida, explicou hoje a Procuradoria em comunicado.

Em gravações obtidas pelas autoridades, é possível ouvir os corretores garantirem aos potenciais investidores a completa liquidez destes bônus e descrevê-los como um "lugar seguro" para guardar dinheiro, segundo o comunicado.

Para a Procuradoria, o alto escalão da Charles Schwab sabia da situação, mas por "imprudência ou negligência" não alertou seus empregados e clientes sobre os riscos dos ARS, evidentes a partir do final de 2007 com o desabamento do mercado deste tipo de ativo.

No processo, Cuomo exige que a empresa recompre todos os bônus que os investidores não tenham conseguido vender, assim como o pagamento de indenizações, despesas e multas, entre outras medidas.

EFE jju/bba

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