Bogotá, 25 jan (EFE) - A Procuradoria Geral da Colômbia investigará dois funcionários da Presidência colombiana que se reuniram na sede desse escritório com emissários de um ex-chefe paramilitar de direita, anunciou hoje o procurador Mario Iguarán.

Ele disse aos jornalistas que o escritório revisará as reuniões entre os secretários Jurídico e de Imprensa da Presidência, Edmundo del Castillo e César Mauricio Velásquez, respectivamente, com um advogado do ex-chefe paramilitar Diego Fernando Murillo, conhecido como "Don Berna", extraditado aos Estados Unidos.

As reuniões de Del Castillo e Velásquez com Diego Álvarez, advogado de "Don Berna", foram reveladas no domingo pela revista "Semana".

Iguarán disse estar contrariado por ter tido conhecimento do episódio pela imprensa e afirmou que os dois funcionários pertencem a uma área de investigação que compete à Procuradoria, que definirá se houve alguma irregularidade nas reuniões.

Segundo a "Semana", o emissário de "Don Berna" queria denunciar um suposto complô da Corte Suprema de Justiça para prejudicar o Executivo.

No entanto, este Tribunal Supremo, que investiga ligações de políticos governistas com os paramilitares, denunciou hoje exatamente o contrário, ou seja, uma suposta estratégia do Governo para "deturpar" sua imagem.

"Don Berna" foi extraditado em maio aos Estados Unidos por narcotráfico junto com outros 14 ex-chefes das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), grupo que se desmobilizou após um processo de paz realizado com o Governo entre 2003 e 2006. EFE gta/db

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