Bogotá, 18 ago (EFE).- A Procuradoria Geral da Colômbia emitiu hoje uma ordem de captura contra o ex-diretor do DAS (inteligência estadual) Miguel Maza Márquez pelo assassinato, há 20 anos, do ex-candidato presidencial Luis Carlos Galán Sarmiento.

Segundo fontes da Procuradoria, a ordem contra Maza Márquez seria pelo crime de homicídio agravado.

Maza Márquez, segundo as mesmas fontes, teria mudado, horas antes do atentado, a escolta oficial de Galán, candidato presidencial pelo Partido Liberal e assassinado em uma praça pública em 1989.

Desde as primeiras horas desta terça-feira, altos funcionários da Procuradoria colombiana estão reunidos analisando temas relacionados a este famoso caso, para evitar que o processo prescreva.

Maza Márquez, que inclusive foi candidato presidencial após deixar o DAS, foi implicado na investigação há aproximadamente um mês, quando o então procurador-geral, Mario Iguarán, disse que havia méritos suficientes para intimá-lo a depor.

Membros desmobilizados das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) disseram em depoimentos judiciais que Maza Márquez foi peça-chave no assassinato de Galán, na noite de 18 de agosto de 1989, em Soacha, população vizinha a Bogotá, quando presidiria uma manifestação política.

A declaração que maior credibilidade alcançou, segundo a Procuradoria, foi a do desmobilizado conhecido como "Ernesto Báez", cujo verdadeiro nome é Ivan Roberto Duque Gaviria, e que deu detalhes nos quais supostamente Maza Márquez seria uma das pessoas que estavam por trás da morte do político.

Luis Carlos Galán era o favorito para vencer as eleições presidenciais de 1990, nas quais foi eleito presidente o chefe de sua campanha, César Gaviria (1990-94). EFE ocm/db

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