(atualiza com quarto congressista). Bogotá, 10 jun (EFE).- O procurador-geral da Colômbia, Alejandro Ordóñez, mandou hoje abrir um inquérito preliminar disciplinar contra um quarto congressista, o senador Jorge Enrique Robledo, do Polo Democrático Alternativo (PDA, oposição), por supostas ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Segundo o escritório de Ordóñez, a ideia é "determinar se (os congressistas) incorreram em possíveis condutas constitutivas de falta disciplinar, relacionadas com aparentes nexos com grupos à margem da lei".

O Ministério Público acrescentou um boletim da Procuradoria "recebeu novos relatórios por parte da Direção de Investigação Criminal da Polícia Nacional (Dijin)", como consequência do exame realizado nos computadores do guerrilheiro "Raúl Reyes".

A Procuradoria colombiana também anunciou hoje a abertura dessa causa disciplinar contra as senadoras Piedad Córdoba, do Partido Liberal, e Gloria Inés Ramírez, do PDA, e contra o representante à Câmara Wilson Borja, também desta última legenda.

O procurador Ordóñez incluiu no inquérito preliminar o vereador de Bogotá pelo Partido Comunista (PC), Jaime Caycedo.

Córdoba foi mediadora na libertação de reféns das Farc e lidera o movimento Colombianas e Colombianos pela Paz (CCP).

Os congressistas serão convocados na Procuradoria após seus nomes aparecerem nos computadores de "Raúl Reyes", um dos líderes das Farc.

Nesses computadores os legisladores aparecem mencionados, assim como jornalistas, outros políticos e defensores de direitos humanos, entre outros.

Raúl Reyes, apelido de Luis Eduardo Devia, foi morto em 1º de março de 2008 durante um bombardeio de tropas colombianas a um acampamento das Farc em território equatoriano.

Por essa ação militar, o Governo do presidente do Equador, Rafael Correa, rompeu as relações diplomáticas com a Colômbia. EFE rrm/db

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