Procuradoria acusa ex-presidente israelense de estupro

Jerusalém - O procurador-geral de Israel, Menachem Mazuz, anunciou hoje que o ex-presidente israelense Moshé Katsav será formalmente acusado de estupro.

EFE |

A Procuradoria acusará Katsav formalmente de abuso sexual, estupro e obstrução judicial, segundo informou hoje o jornal "Ha'aretz" em sua versão digital.

A acusação não se restringe a um só caso, mas inclui as denúncias de assédio a várias mulheres que trabalharam para o ex-líder enquanto ele ocupava os cargos de ministro de Turismo (1996-1999) e a Chefia do Estado (2000-2007).

A primeira acusação de estupro contra Katsav foi registrada em 2006, depois que o ex-presidente denunciou estar sendo chantageado por uma de suas ex-subordinadas.

Após o incidente vir a público, outras mulheres denunciaram ter sofrido assédio sexual por parte de Katsav, o que obrigou o ex-líder a deixar a Presidência em julho de 2007.

As investigações continuaram e Katsav alcançou um acordo extrajudicial com a Promotoria para aceitar as acusações de assédio sexual e indenizar as vítimas, em troca da anulação do crime de estupro, punido com a prisão em Israel.

No entanto, em abril do ano passado, o ex-chefe de Estado mudou de ideia e assegurou que preferia ir a julgamento para lutar por sua inocência e pela verdade e para "pôr fim à perseguição" à qual supostamente estava sendo submetido.

O procurador-geral de Israel anunciou então que a nova ata de acusação contra o ex-presidente seria mais dura que a negociada no acordo extrajudicial.

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