Procuradoria acusa de conspiração altos funcionários de ex-Governo iraniano

Teerã, 25 ago (EFE).- O tribunal revolucionário que julga mais de 100 pessoas acusadas de instigarem os distúrbios depois das eleições presidenciais no Irã acusou hoje de conspiração vários ex-ocupantes de altos cargos do antigo Governo reformista do país, liderado por Mohammad Khatami.

EFE |

A quarta audiência oral do julgamento em massa foi um duro golpe à oposição reformista, que qualificou de fraudulenta a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad e que denuncia que todo o processo judicial é uma farsa.

Entre os processados, foi destacado Said Hayarian, antigo assessor de Khatami, que se locomove com uma cadeira de rodas depois de ter sido baleado em 1999, em frente à sede da Prefeitura de Teerã.

Segundo a agência de notícias local "Fars", Hayarian confessou hoje seu desejo de se desligar de seu partido "devido à corrupção" e pediu "perdão" aos iranianos "pelo dano à sociedade".

Minutos antes, a Procuradoria tinha alegado que havia provas que demonstravam que o ativista era "um dos cérebros da tentativa de golpe de Estado".

"O fato de levar o povo às ruas não foi resultado do fracasso eleitoral, mas de uma estratégia destes partidos instigadores", apontou a Procuradoria.

O objetivo final era provocar "um golpe de estado de veludo contra a República Islâmica do Irã aproveitando e abusando do ambiente eleitoral", concluiu. EFE jm-msh/pd

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