Paris, 24 jun (EFE).- A Procuradoria de Dijon, no leste da França, abriu uma investigação preliminar por provocar ao suicídio na morte de uma mulher que morreu devido a uma overdose de barbitúricos em março, após ter pedir, sem sucesso, à Justiça o direito de morrer dignamente, informaram hoje fontes judiciais.

O caso de Chantal Sébire, que tinha um tumor incurável que lhe deformava o rosto e causava fortes dores, relançou na época o debate sobre a eutanásia na França.

A Procuradoria de Dijon afirmou hoje que a investigação preliminar foi aberta em 20 de junho, a fim de determinar como Sébire obteve os barbitúricos que causaram sua morte, em 19 de março.

A mulher, de 52 anos, foi encontrada morta naquele em seu domicílio, dois dias depois de um tribunal negar seu pedido de ter acesso à eutanásia ativa.

As análises toxicológicas revelaram a presença no sangue e no líquido gástrico de Sébire de uma quantidade de barbitúrico três vezes superior do que se considera uma dose fatal, afirmou então a Procuradoria.

Na França, este produto não é vendido nas farmácias para uso humano, e só é comercializado com fins veterinários. No entanto, é utilizado em países onde o suicídio assistido é legal. EFE al/an

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