Procuradoria abre causa penal após acidente com submarino na Rússia

Moscou, 9 nov (EFE).- A Procuradoria russa abriu hoje uma causa penal por violação das regras de condução e exploração de navios de guerra, derivado em resultado de morte por imprudência, após o acidente no sábado com um submarino nuclear testes, no qual 20 pessoas morreram.

EFE |

"Foi criada uma brigada de investigação, que está realizando as pesquisas", disse Vladimir Markin, porta-voz oficial do Comitê de Instrução da Procuradoria, citado pelas agências russas.

O acidente com o submarino nuclear da Frota do Pacífico russa aconteceu durante testes marítimos em águas russas do Mar do Japão e causou a morte de seis soldados e de 14 trabalhadores de estaleiros, além de ter deixado 22 feridos.

Segundo um especialista militar, é provável que o acidente, provocado por uma emissão de CFC (cloro-flúor-carbono) após a ativação não autorizada do sistema antiincêndio do submarino, tenha sido causado pelo cumprimento incorreto do plano de trabalho por parte dos estaleiros, encarregados de realizar os testes.

O submarino recebeu imediatamente a ordem de suspender os testes e voltar à base provisória na região russa de Primorie, enquanto os feridos foram levado a bordo de outra embarcação para o hospital da Frota do Pacífico em Vladivostok, no extremo leste do país.

"Declaro sob minha responsabilidade que os reatores do submarino funcionam com normalidade e que os níveis de radiação correspondem à norma", ressaltou o porta-voz da Marinha russa, o capitão de navio Igor Digalo, após o acidente.

O porta-voz disse que, no momento do acidente, havia 208 pessoas a bordo, das quais 81 eram soldados.

Afirmou que o submarino se encontrava em fase de testes e que sua incorporação à Frota do Pacífico estava prevista para o final deste ano.

O presidente russo, Dmitri Medvedev, que foi informado imediatamente, ordenou que o ministro da Defesa, Anatoli Serdiukov, o mantivesse a par da situação e encomendou ao procurador-geral, Yuri Chaika, uma investigação exaustiva do ocorrido. EFE egw/an

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