Procurador-geral iraniano acha que Barbie é uma ameaça ao país

Teerã, 28 abr (EFE) - O procurador-geral do Irã, Ghorbanali Dorri-Najafabadi, advertiu hoje contra as negativas conseqüências sobre a sociedade iraniana da boneca Barbie e de outros brinquedos ocidentais, e pediu medidas para proteger a cultura e os valores islâmicos.

EFE |

A imprensa local informou hoje que Najafabadi enviou no domingo uma carta ao vice-presidente iraniano, Parviz Davoudi, para advertir contra os "riscos representados" pela famosa boneca e por brinquedos como Batman e Super-homem.

"A propaganda de brinquedos como Barbie, Homem-Aranha, Super-homem ou Harry Potter, assim como a importação não controlada de discos de música e jogos de videogame deve despertar a preocupação de todos os responsáveis deste país", disse o procurador-geral iraniano, segundo o jornal "Mardom Salari".

Ele também reiterou a importância de que as autoridades iranianas "encontrem alternativas para enfrentar essa ofensiva (ocidental) que tem como principal objetivo nossos jovens e nossas crianças".

Há seis anos, as autoridades iranianas já haviam lançado uma campanha contra a Barbie na República Islâmica, e ofereceram como alternativa a boneca Sara, com roupas que respeitam as normas islâmicas aplicadas de forma rígida no Irã.

Bonecas semelhantes também apareceram em outros países do Oriente Médio, como Arábia Saudita e Egito, como a Fulla, com um véu na cabeça e roupa que as cobre até os pés.

No entanto, nos últimos meses os brinquedos ocidentais invadiram o mercado iraniano e de outros países da região, e fizeram um grande sucesso entre as crianças.

Os alertas de Najafabadi ocorrem depois das campanhas que a Polícia iraniana iniciou no ano passado contra as mulheres que usam de forma inadequada o véu islâmico e os homens com o corte e a roupa no estilo ocidental. EFE fa/db

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