Procurador-geral dos EUA não processará envolvidos em prevaricação

Washington, 12 ago (EFE).- O procurador-geral dos Estados Unidos, Michael Mukasey, disse hoje que o Departamento de Justiça não abrirá um processo judicial contra os ex-funcionários que discriminavam solicitantes a um emprego na instituição.

EFE |

Durante um discurso na Associação Nacional de Advogados americana (ABA, em inglês), em Nova York, divulgado pelo Departamento de Justiça, Mukasey reconheceu que o escândalo prejudicou a imagem da instituição, depois que relatórios do inspetor geral revelaram que houve uma "indevida" politização na contratação de advogados, juízes, promotores e outros funcionários.

Embora tenha criticado duramente as ações de funcionários de alta categoria durante o mandato de seu antecessor, Alberto Gonzales, Mukasey afirmou que "nem todo erro ou infração da lei é um delito".

"Neste caso, os relatórios conjuntos revelaram unicamente infrações das leis de serviço civil", disse o procurador-geral.

Mukasey referiu-se a uma investigação interna que revelou que, durante cerca de dois anos, assessores de Gonzales contratavam apenas solicitantes com afinidades ao Partido Republicano ou leais ao Governo do presidente americano, George W. Bush.

Monica Goodling, ex-funcionária de coordenação entre a Casa Branca e o Departamento de Justiça, perguntava sobre as posturas políticas dos que solicitavam emprego antes de determinar se mereciam ou não um cargo.

"Não há como negar, o sistema fracassou (...). A boa notícia é que muito mudou desde então", disse Mukasey, para quem o Departamento de Justiça empreendeu reformas e tomou medidas para impedir uma repetição destas irregularidades.

"Deixei muito claro, em reuniões particulares com funcionários do Departamento e em comparecimentos públicos, que não é admissível nem aceitável levar em conta afinidades políticas" para a contratação de empregados, disse Mukasey.

O procurador-geral afirmou que as pessoas envolvidas no caso já ficaram "expostas" a uma "má publicidade considerável" e que "ninguém queria estar no lugar deles".

Sobre as pessoas contratadas sob esse sistema de exclusão, Mukasey disse que seria indevido despedi-las ou atribuir outras tarefas a elas, porque são altamente qualificadas e "não fizeram nada errado".

Segundo ele, qualquer represália contra elas sem nenhuma causa "seria injusta e, muito possivelmente, até ilegal, pois elas contam com proteções civis". EFE mp/ab/an

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