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Procurador-geral da Rússia nega pista russa na morte de Litvinenko

Moscou, 29 jul (EFE).- O Procurador-geral da Rússia, Yuri Chaika, negou nesta terça-feira a existência de uma pista russa no assassinato em Londres do ex-espião Aleksandr Litvinenko, após receber da Alemanha novos materiais sobre o caso.

EFE |

"Nossa postura permanece invariável. Realizamos um enorme trabalho e, hoje, não vemos nenhuma 'pista russa' neste caso", assinalou Chaika em coletiva de imprensa, segundo a agência "Interfax".

Chaika acrescentou que os materiais cedidos pela Alemanha "não corroboram nem negam a versão da chamada 'pista russa'" no assassinato de Litvinenko, que morreu em novembro de 2006 ao ser envenenado com polônio, uma substância radioativa altamente tóxica.

"Eu não falaria, em nenhum caso, de uma 'pista russa'", ressaltou.

Após a Procuradoria Geral pedir, a Alemanha entregou à Rússia o material relativo ao crime, aberto pela Justiça alemã em relação ao caso Litvinenko.

O material entregue faz referência ao russo Dmitry Kovtun, relacionado pelos serviços britânicos junto com o principal suspeito, o também ex-espião russo Andrei Lugovoi, no assassinato de Litvinenko.

Além de Londres, vestígios de polônio também foram detectados em Hamburgo, na casa da ex-esposa de Kovtun, embora o empresário tenha afirmado que introduziu inconscientemente a substância na casa depois de se reunir em outubro com Litvinenko.

Amigo de Litvinenko, Aleksandr Goldfarb anunciou recentemente que os parentes do ex-espião tentarão "bloquear pela via jurídica a cooperação da Alemanha com a Rússia na investigação do assassinato".

"A Rússia está sob suspeita de estar envolvida no assassinato, como declararam funcionários britânicos. Nesta situação, o material entregue pode ser utilizado para ocultar o crime, em vez de investigá-lo", disse à emissora de rádio "Eco de Moscou".

Segundo Goldfarb, ceder materiais do caso à Rússia "é como entregar ao acusado as provas contra si", por isso a notícia da colaboração de Berlim com Moscou "surpreendeu a viúva de Litvinenko, Marina, e seus amigos".

Recentemente, fontes oficiais britânicas citadas pela "BBC" acusaram diretamente a Rússia de estar envolvida na morte de Litvinenko.

Litvinenko, antigo agente dos serviços secretos russos que recebeu a cidadania britânica após se refugiar em Londres, acusou em carta póstuma o ex-presidente e atual primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, de estar por trás de sua morte.

A Rússia se nega a extraditar Lugovoi, principal suspeito no caso, alegando que sua Constituição proíbe a entrega de cidadãos russos a outros países.

Lugovoi se declarou inocente e, em dezembro de 2007, foi eleito deputado da Duma pelo ultranacionalista Partido Liberal Democrático, obtendo imunidade parlamentar. EFE io/fh/rr

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