Jerusalém, 24 jul (EFE) - O procurador-geral do Estado de Israel, Menachem Mazuz, acusou hoje o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, de criar obstáculos à atual investigação contra si por suborno.

"A Polícia encontrou sérias dificuldades na hora de colocar datas aos interrogatórios ao primeiro-ministro, assim como para determinar sua duração", indicou Mazuz em resposta ao pedido de um jornalista ao Tribunal Supremo para que incapacite Olmert e retire-o do poder.

A Polícia, acrescentou, "não encontrou" estas "dificuldades quando averiguava outros personagens públicos, incluindo ex-primeiros-ministros".

O procurador-geral afirmou que "ainda há decisões a tomar" sobre os diferentes casos de suposta corrupção contra Olmert, pois "ainda não está claro se as provas recolhidas bastam para sustentar uma acusação".

Além disso, ressaltou que a incapacitação de um primeiro-ministro não é um assunto legal, mas político, pelo que não há lugar para o pedido.

A última investigação contra Olmert se baseia nas suspeitas que recebeu dinheiro de forma ilegal do empresário judeu americano Morris Talansky quando ocupava cargos públicos.

Em maio, quando o escândalo se tornou público, Talansky disse ter entregue durante os últimos 15 anos envelopes com dinheiro ao atual chefe de Governo como doações para as campanhas eleitorais e uso pessoal.

O chefe de Governo reconheceu então que recebeu dinheiro de Talansky, mas insistiu em que nunca o utilizou para benefício próprio nem favoreceu o empresário em contrapartida, como suspeitam os investigadores.

O empresário terá que prestar depoimento aos advogados do chefe de Governo israelense nos dias 31 de agosto e 1º de setembro.

No curso da investigação veio à tona que, além de ser investigado em relação com o dinheiro recebido de Talansky, Olmert também é suspeito de irregularidades na solicitação de financiamento a diferentes organismos.

A Polícia estuda se o primeiro-ministro duplicou faturas para pagar viagens para diferentes membros de sua família. EFE ap/db

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