Procurador que julgará morte de Rafik Hariri renunciará se houver pressões

Beirute, 11 fev (EFE).- O procurador-geral do tribunal internacional que deverá julgar o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, morto em 2005, e o de outros líderes libaneses advertiu que renunciará caso receba pressões políticas.

EFE |

"Renunciarei em caso de pressões políticas", afirmou Daniel Bellemare em entrevista publicada hoje pelos jornais "An-Nahar" e "L'Orient-Le Jour", na qual indicou que o destino dos quatro generais presos até o momento pela suposta participação no assassinato será determinado em até dois meses.

Hariri morreu em um atentado com carro-bomba em Beirute em 14 de fevereiro de 2005, no qual outras 22 pessoas morreram, em uma onda de ataques contra várias personalidades anti-sírias, que a maioria parlamentar libanesa atribui ao regime de Damasco, que nega qualquer envolvimento.

"Não se deve politizar esse assunto. Trata-se de um expediente estritamente jurídico", disse, acrescentando que "não sou político, sou um procurador. A comissão é neutra, independente e imparcial".

Além disso, disse que se interessa pelas "provas e fatos" e que, "se houver tentativas de influenciar meu trabalho, atuarei de modo contundente e poderia renunciar".

A partir de 1º de março, o tribunal entrará em funcionamento e "a investigação prosseguirá, mas passará de Beirute a Haia, embora haverá um escritório de ligação em Beirute, porque é onde as provas estão. Os investigadores passarão períodos mais ou menos longos para recolhê-las antes de retornar à Holanda".

Os juízes se reunirão a partir dessa data para estabelecer o funcionamento do processo e a normas que regerão a admissão das provas. EFE ks/an

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