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Procurador iraniano diz que provocadores podem ser condenados à morte

TEERÃ - O procurador-geral da cidade iraniana de Isfahan, Mohamad Reza Habibi, advertiu hoje que os causadores dos distúrbios que há cinco dias agitam o país podem ser condenados à morte.

Redação com agências internacionais |

Em declarações divulgadas pela agência de notícias local "Fars", Habibi afirmou que as agitações podem ser consideradas "atividades criminosas" contra a segurança do Estado, delito que, segundo a lei islâmica iraniana, pode levar à pena capital.

"Advertimos esses poucos ativistas controlados pelo exterior que tratam de violar a segurança nacional incitando outros a destruir que, segundo o código penal islâmico, a condenação contra aqueles que fazem a guerra a Alá é a morte", afirmou.

Habibi pediu para que os que provocaram distúrbios nesta cidade "evitem as ações ilegais e voltem a se unir à nação".

Protesto marcado para hoje

Os partidários do candidato opositor iraniano Mir Hossein Mousavi, que na terça-feira voltaram a protestar contra a reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad, programaram uma nova manifestação para a tarde desta quarta-feira no centro de Teerã.

Durante a passeata de terça-feira, os manifestantes combinaram a retomada dos protestos às 17h locais (10h30 de Brasília) desta quarta-feira na praça Haft-e Tir, uma da principais da capital iraniana.

Apesar da abertura das autoridades para uma recontagem parcial dos votos, os partidários de Mousavi pretendem organizar o quinto dia de protestos desde a votação de sexta-feira, que terminou com a vitória oficial do presidente conservador Mahmoud Ahmadinejad por uma grande quantidade de votos.

Uma mensagem de e-mail que circula entre os internautas indica que o protesto acontecerá "em silêncio e sem lema".

Mousavi convocou para a quinta-feira um dia de luto pelos sete mortos na segunda-feira em Teerã nos distúrbios entre manifestantes e milicianos islamitas ligados ao regime.

Desde sábado, os protestos são diários. A manifestação mais importante aconteceu na segunda-feira, com a presença de quase um milhão de pessoas.

AFP

Partidária de Moussavi protesta em Teerã

Entenda os protestos

Mousavi se proclamou vencedor do pleito presidencial de sexta-feira passada pouco depois do fechamento dos colégios, e denunciou uma suposta fraude a favor de seu rival, o atual presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, a quem o Ministério do Interior concedeu a vitória por maioria absoluta .

Desde então, o Irã foi palco de protestos e distúrbios entre a oposição e as forças de segurança - apoiadas por grupos de milicianos islâmicos Basij - que deixaram pelo menos sete mortos .

Além disso, ainda não se sabe exatamente o ocorrido durante o final de semana em um alojamento universitário invadido pela polícia e por grupos de milicianos Basij que, segundo os estudantes, teria matado pelo menos cinco pessoas.

As sete pessoas cujas mortes foram confirmadas morreram vítimas de armas de fogo na segunda-feira na praça de Azadi ao fim de uma grande manifestação liderada pelo próprio Mousavi.

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