Quito, 23 mar (EFE).- O procurador-geral do Equador, Washington Pesántez, afirmou hoje que não encontrou elementos para acusar o presidente colombiano, Álvaro Uribe, pelo bombardeio, em 1º de março de 2008, a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em solo equatoriano, no qual 26 pessoas morreram.

Em entrevista ao jornal "El Universo", Pesántez, no entanto, afirmou que, "se houver indícios suficientes, o procurador procederá (a acusar Uribe), mas, até o momento, não encontrou elementos para fazê-lo".

Para o procurador-geral, na atual fase do processo de investigação do bombardeio, no qual morreu "Raúl Reyes", um dos líderes das Farc, além de um equatoriano e quatro estudantes mexicanos, "seria irresponsável começar acusando o presidente da Colômbia".

Ele explicou que, no caso aberto sobre "o falecimento, assassinato ou como se queira chamar a morte de 26 pessoas em Angostura, entre elas o equatoriano Franklin Aisalla", a Colômbia remeteu "alguma" informação, mas não a lista "dos participantes deste fato com características de delito".

Por isso, "uma vez transcorrido o prazo de lei (dois anos), terá que haver um arquivamento provisório ou chamado a desestimação por não poder recopilar provas suficientes. Isso permitiria ao Equador apresentar perante os organismos internacionais as reivindicações pertinentes", disse o procurador-geral. EFE ic/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.