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Procurador de L Aquila não descarta dolo em desabamentos após terremoto

Roma, 17 abr (EFE).- O procurador da cidade italiana de LAquila, Alfredo Rossini, que investiga os desabamentos após o terremoto de 6 de abril, não descarta a possibilidade de achar indícios de dolo na investigação por desastre culposo aberta após a tragédia.

EFE |

"Queremos ver se há indícios de culpa ou, pior ainda, de dolo, por parte de quem teve intervenção na cadeia de construção dos edifícios que desabaram, se contribuiu para as mortes causadas, a princípio, naturalmente pelo terremoto", afirmou hoje Rossini, em declarações publicadas na imprensa local.

"Se alguém errou, então o crime é culposo, mas se alguém roubou e não colocou ferro nos pilares, então o crime se transforma em doloso", disse o procurador.

Segundo Rossini, as perícias dos materiais coletados dos escombros dos vários edifícios que desabaram após o terremoto seguem adiante, e chegarão dois novos juízes que ajudarão nas tarefas de investigação.

"Trabalhamos de um modo científico: primeiro, identificamos os possíveis erros judiciais através das perícias e as pessoas que podem estar envolvidas, e, depois, as ouvimos. Não podemos escutá-los enquanto estamos ainda recolhendo provas", disse Rossini.

Por enquanto, a Procuradoria de L'Aquila ordenou a apreensão de 13 edifícios, mas, segundo Rossini, poderá haver mais nos próximos dias, para uma investigação que pretende apurar responsabilidades nos desabamentos.

"Os construtores estão à espera de ver se os chamaremos ou não.

Mas a verdade é que, até agora, não chamamos nenhum", disse o procurador de L'Aquila, capital de uma região na qual 295 pessoas morreram após o terremoto de 5,8 graus na escala Richter ocorrido em 6 de abril.

A imprensa italiana indicou nos últimos dias a possibilidade de que, entre os destroços de alguns dos edifícios que desabaram após o terremoto, tenha sido encontrada areia de praia. EFE mcs/an

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