Procissão do Domingo de Ramos reúne milhares de peregrinos em Jerusalém

Daniela Brik. Jerusalém, 5 abr (EFE).- Milhares de peregrinos vindos de todo o mundo participaram hoje da tradicional procissão do Domingo de Ramos em Jerusalém, lembrando a entrada triunfal de Jesus na cidade amuralhada.

EFE |

Ramos de palmeira, de oliveira, flores, cruzes de madeira e bandeiras de diversas denominações e irmandades estiveram nos mais de 5 quilômetros de trajeto pelas ruas do Monte das Oliveiras e da cidadela antiga de Jerusalém.

Com esta comemoração, começa a Semana Santa, que este ano coincide com a Páscoa judaica (Pessach), circunstância que traz a Israel um ambiente duplamente festivo, e que, ao mesmo tempo, implica em um aumento das medidas de segurança.

Os fiéis e peregrinos se encontraram ao meio-dia na igreja de Betfagé, onde, segundo uma tradição que data do século VII, encontra-se a pedra que Jesus usou para subir no burro com o qual entrou em Jerusalém.

"Hoje, lembramos a entrada de Jesus em Jerusalém como messias, como um rei que vai montado sobre um burro, símbolo de pobreza e de simplicidade", disse à Agência Efe o vice-custódio da Terra Santa, o padre franciscano Artemio Vítores, que, cercado por duas fileiras de freiras, liderou um dos grupos da procissão.

Em meio a um ambiente festivo, com tempo bom e dia ensolarado, os peregrinos cantaram em idiomas como árabe, inglês, francês, latim, português, polonês e espanhol, destacando, acima de tudo, a "hosana" ao Senhor.

"Aqui, reúnem-se membros da igreja do mundo inteiro com a mesma finalidade, que é acompanhar Cristo. Aqui, fazemos a Igreja", disse Graciela Magaña, uma emocionada peregrina que participou da procissão pela quarta vez.

Uma das comunidades mais numerosa foi a de devotos filipinos, pois, em Israel, vivem dezenas de milhares de trabalhadores dessa nacionalidade que professam a fé católica.

Com uma bandeira da irmandade do Bom Pastor - Comunidade filipina, este grupo imprimiu um espírito de otimismo em suas canções, que se estendeu aos que andavam ao redor do grupo.

Alguns metros atrás, um grupo de jovens palestinos com uniformes escoceses desfilou com brasões que diziam "Escoteiros católicos árabes", tocando tambores e recitando salmos através de alto-falantes.

Para qualquer peregrino que visita a Terra Santa durante a Páscoa, percorrer as ruas de Jerusalém muitas vezes significa retornar a um espírito de simplicidade.

Frades, freiras, bispos de variadas congregações, incluindo da África, seguiram também a procissão, antes de a mesma terminar, nas portas do templo de Santa Ana, que abriga uma modesta capela em memória da mãe da Virgem Maria.

No entanto, anteriormente, os fiéis passaram junto ao Jardim do Getsêmani, onde, segundo os Evangelhos, Jesus passou a noite da Paixão antes que Judas o entregasse aos soldados romanos.

O ato mais importante das celebrações da Semana Santa será a Via-Sacra da Sexta-Feira Santa, procissão que reproduz o itinerário das 14 estações que Jesus Cristo percorreu até chegar ao local de sua crucificação.

A Semana Santa coincide com as festividades do Pessach, a Páscoa da comunidade judaica, que lembra a libertação da escravidão no Egito dos faraós, há 2,5 mil anos e a chegada da primavera (hemisfério norte). EFE db/an

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