Processo de paternidade contra Lugo é reaberto

ASSUNÇÃO (Reuters) - Uma professora paraguaia reabriu o processo em que pleiteia que o presidente Fernando Lugo reconheça a paternidade de um filho seu, depois do fracasso de uma tentativa informal de acordo, disse na sexta-feira um advogado da mulher. Damiana Hortensia Morán, de 39 anos, é a terceira mulher a processar o ex-bispo Lugo para que ele admita ser pai de filhos ilegítimos. Ele diz que o menino foi gerado logo depois de Lugo abandonar o sacerdócio para entrar na vida política.

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O processo havia sido suspenso há algumas semanas, para que houvesse possibilidade de acordo. "Hortênsia foi ontem ao meu escritório com a intenção de retomar (o processo), porque me havia comentado que teve uma conversa com o sr. Lugo e que havia uma promessa da sua parte, de forma amistosa, de chegar a um reconhecimento (...), mas não tem mais resposta da parte dele", afirmou o advogado Rodrigo Aguilar a uma rádio local.

Em abril de 2009, Lugo reconheceu ter tido um filho com a jovem Viviana Carrillo, quando ainda era bispo. Pressionado por um processo judicial - do qual a mulher afinal desistiu -, ele registrou a criança em seu nome.

O caso causou escândalo no país e afetou a popularidade do presidente centro-esquerdista, que está em seu segundo ano de mandato.

O segundo caso envolve a humilde vendedora Benigna Leguizamón, que apresentou um menino de sete anos como sendo filho de Lugo. A mulher desistiu do processo em dezembro, alegando razões de saúde.

Lugo evita dar detalhes sobre os processos e deixou o assunto nas mãos de seu advogado, apesar da pressão da oposição para que esclareça as denúncias.

(Reportagem de Mariel Cristaldo)

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