Prisões no Paquistão prejudicaram diálogo com Taleban, diz ex-enviado da ONU

O ex-enviado da ONU ao Afeganistão, Kai Eide, criticou nesta sexta-feira as recentes prisões de líderes do Taleban no Paquistão, dizendo que elas interromperam um canal de comunicação entre o grupo e as Nações Unidas.

iG São Paulo |

Em entrevista à BBC, Eide disse que a ONU mantém conversas secretas com altos membros do Taleban há cerca de um ano. Encontros teriam acontecido em Dubai e outras cidades.

Segundo Eide, as negociações ainda estão em estágio inicial. "O efeito das prisões certamente foi negativo em relação à possibilidade de continuarmos um processo político que considerávamos tão necessário", afirmou "Os paquistaneses não desempenharam o papel que deveriam".

Eide encerrou sua missão de dois anos no Afeganistão neste mês. O porta-voz do Exército do Paquistão, general Athar Abbas, negou que as prisões tenham sido feitas para impedir a comunicação do Taleban com a ONU.

Prisões

Um dos líderes talebans presos no Paquistão é o mulá Abdul Ghani Baradar, que eseria o segundo homem do grupo, atrás apenas em influência ao líder espiritual do Taleban, o mulá Muhammad Omar, que está foragido desde os ataques do lançados pela Al-Qaeda contra os EUA no 11 de Setembro de 2001.

Autoridades dos EUA e paquistanesas, que não quiseram ser identificadas, afirmaram na terça-feira que Baradar foi capturado na cidade paquistanesa de Karachi em uma operação de agentes americanos e do Paquistão.

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