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Prisioneiros do Guantánamo afegão denunciam detenção por tempo ilimitado

Várias centenas de detentos da prisão militar americana de Bagram, também conhecida como o Guantánamo afegão, iniciaram um movimento de protesto e expressaram seu temor de ficarem presos por um tempo indefinido, anunciaram nesta quinta-feira uma ONG e o Exército dos Estados Unidos.

AFP |

Desde o início deste mês, os prisioneiros vêm se recusando sistematicamente a participar das conversas vídeo-telefônicas com suas famílias previstas em um programa do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), informou à AFP Jessica Barry, porta-voz da organização humanitária internacional.

"O CICV sabe que uma certa tensão reina no centro de detenção de Bagram", declarou Barry, referindo-se à prisão que se encontra na ampla base militar americana do mesmo nome, a maior do Afeganistão, 30 km ao norte de Cabul.

"Em nossa última visita, no início de julho, os prisioneiros não quiseram participar do programa de ligações vídeo-telefônicas e de visitas das famílias. O CICV suspendeu o programa, mas está pronto para reiniciá-lo assim que os detentos mudarem de ideia", acrescentou, sem dar mais detalhes.

Citando advogados e familiares de prisioneiros, o Washington Post informou nesta quinta-feira que os presos se recusam há duas semanas a deixar suas celas como forma de protestar contra a duração ilimitada de sua detenção. Eles se recusam a tomar banho ou a praticar atividades esportivas, mãs não empreenderam uma greve da fome nem protestaram de forma violenta, destacou o jornal.

Questionado pela AFP, um dirigente militar americano, que não quis ser identificado, confirmou que "centenas" de prisioneiros estão protestando contra o que consideram ser uma detenção de duração ilimitada.

Mais de 600 pessoas detidas durante as operações militares empreendidas desde 2001 pelos americanos contra os talibãs no Afeganistão estão presas em Bagram.

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