Prisioneiro de Guantánamo deve ser julgado por civis em Nova York

NOVA YORK - Um réu apontado como membro da rede terrorista Al-Qaeda detido na prisão de Guantánamo será julgado em Nova York, passando a ser o primeiro prisioneiro do local a ser processado em um tribunal civil, informou a rede de notícias CNN.

Redação com agências internacionais |

Ahmed Khalfan Ghailani, nascido na Tanzânia e acusado dos atentados de 1998 contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, seria o primeiro prisioneiro de Guantánamo a enfrentar uma corte civil nos Estados Unidos.

O presidente americano Barack Obama deve fazer o anúncio nesta quinta-feira, durante um discurso sobre segurança nacional, segundo a CNN.

Em 1998, 224 pessoas morreram em dois atentados terroristas simultâneos contra as embaixadas dos Estados Unidos na Tanzânia e Quênia.

Ghailani foi detido no Paquistão em 2004. A base naval americana de Guantánamo, na ilha de Cuba, foi transformada em centro de detenção dos Estados Unidos, onde 240 suspeitos de terrorismo estão presos, a maioria sem julgamento civil.

Sem verbas para fechar a prisão

Na última quarta-feira, o Senado dos Estados Unidos votou contra o projeto de destinar US$ 80 milhões para fechar a prisão de Guantánamo, o presídio de segurança máxima americano mantido em uma base militar situada em território cubano. O veto, que uniu os democratas do presidente Barack Obama aos membros da oposição rebublicana, representou uma derrota para o líder dos Estados Unidos.

Obama havia pedido o fechamento do presídio até janeiro de 2010 e soliticara que os US$ 80 milhões fossem incluídos na verba destinada ao financiamento das guerras do Iraque e do Afeganistão.

A prisão de Guantánamo abriga 240 prisioneiros de 30 países suspeitos de ter praticado supostos atos terroristas contra alvos americanos.

O veto se deu por 90 votos contra 6 e impede o uso de dinheiro federal para ''transferir, soltar ou encarcerar'' os detidos em Guantánamo para outros presídios em território americano.

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* Com AFP

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