Prisão perpétua para coronel acusado de planejar genocídio em Ruanda

O Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR) condenou nesta quinta-feira a prisão perpétua o coronel Theoneste Bagosora, considerado o cérebro do genocídio em Ruanda em 1994, assim como outros dois antigos oficiais do Exército.

Redação com AFP |

"O tribunal condena Bagosora, Ntabakuze e Nsengiyuvuma a prisão perpétua", anunciou o juiz Erik Mose, em referência a outros dois oficiais acusados ao lado de Bagorosa.

Os três foram considerados "culpados de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra", acrescentou o juiz.


Bagosora é condenado a prisão perpétua / AP

Em uma decisão anterior nesta quinta-feira, o TPI para Ruanda já havia condenado a 20 anos de prisão Protais Zigiranyirazo, cunhado do ex-presidente Juvenal Habyarimana, considerado culpado de genocídio e extermínio.

O tribunal presidido pela argentina Inés Weinberg de Roca concluiu que Zigiranyairazo estimulou a matança de 1.500 tutsis em 8 de abril de 1994 na colina de Kesho, em sua cidade natal de Gisenyi (norte).

Além disso, o cunhado de Habyarimana também foi condenado por "ajudar e incitar" outra matança, de entre 10 e 20 tutsis, perto de sua residência na cidade de Kigali.

A acusação havia solicitado prisão perpétua para o acusado.

Ex-prefeito

Zigiranyirazo,70, irmão mais velho de Agathe Kanziga, a viúva de Habyarimana, foi deputado e depois prefeito da cidade de Ruhengeri.

Em 1994 já não exercia nenhum cargo oficial, mas o TPIR considerou que mantinha autoridade e influência.

Ele foi preso na Bélgica em julho de 2001 e o julgamento teve início em outubro de 2005.

Segundo a ONU, 800 mil pessoas, essencialmente entre a minoria tutsi e os hutus moderados, morreram no genocídio executado em Ruanda entre abril e julho de 1994 pelos hutus extremistas.

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