A americana China Arnold, de 28 anos, foi condenada à prisão perpétua, nesta segunda-feira, por uma juíza de Ohio (norte), por ter colocado o filho, um bebê de menos de um ano, em um forno microondas e, em seguida, ter ligado o aparelho, anunciou o advogado de defesa.

"Não existe um adjetivo que possa descrever essa desprezível atrocidade", declarou a juíza Mary Wisemann, do tribunal do condado de Montgomery, que considerou que esse crime vai "além de qualquer compreensão humana e moral".

Ao término de mais de três semanas de processo, China Arnold foi considerada culpada por ter matado a filha, Paris, em agosto de 2005, colocando-a no forno microondas, após uma briga com o namorado para saber se ele era o pai da criança.

China sempre alegou inocência.

Na semana passada, o júri não havia conseguido chegar a um acordo sobre o caso, que foi enviado à juíza. Isso evitou que a ré fosse condenada à pena de morte, já que, nesse estado, a pena capital não pode ser decidida por apenas um juiz.

O advogado da ré, Jon Paul Rion, disse à AFP ter entrado com um recurso para obter um novo processo.

"Se ganharmos (o recurso), a condenação será anulada e teremos um novo processo, no qual poderemos apresentar nossas provas", explicou, acrescentando que a acusação "obriga as testemunhas a mentir, ameaçando enviá-las para a cadeia, se não mudarem seu depoimento, e até mesmo pagando-lhes".

"Temos três testemunhas que garantem que uma outra pessoa lhes confessou o crime e elas não se conhecem", afirmou, certo de que obterá um veredicto de não culpabilidade em caso de um novo processo.

"Ela tem fé no sistema, ela é forte e ela continuará a lutar até que sua inocência seja provada", frisou, referindo-se à sua cliente.

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