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Prisão e revista de jornalista geram protestos na França

PARIS (Reuters) - A detenção de um jornalista do Libération, jornal francês com perfil de esquerda, gerou críticas severas de políticos e entidades de direitos humanos, após sua revista durante a investigação em processo por difamação. Vittorio de Fillipis foi detido para esclarecimentos pela polícia que pediu ao jornalista para deixar sua casa na manhã de sexta-feira, diante de seu filho de 14 anos, informou o Libération na edição de fim de semana.

Reuters |

Ele foi mantido pela polícia em uma cela e forçado a despir-se para revista policial, segundo o jornal.

O Libération informou que o jornalista foi detido com base em um mandado da corte de Paris após Xavier Niel, chefe do provedor de Internet Free, registrar denúncia de difamação contra o jornal.

A denúncia está ligada a comentários publicados pelo Libération quando De Filippis era diretor da publicação, segundo o jornal.

Políticos criticaram a detenção e o tratamento ao jornalista. A recém-eleita líder do partido Socialista Marine Aubry pediu ao presidente Nicolas Sarkozy para assegurar que o assunto seja investigado o mais rápido possível.

Em um comunicado, Aubry denunciou o que ela chamou de "métodos judiciais inaceitáveis" empregados contra De Filippis.

A prisão do jornalista também gerou reclamações do sindicato dos jornalistas e da entidade Repórteres sem Fronteiras.

"Nós estamos chocados com a inaceitável e humilhante natureza dos métodos usados contra Vittorio de Filippis. Isso não tem precedentes na França", disse a entidade em um comunicado.

(Reportagem de Tamora Vidaillet)

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