Prisão de supostos espiões é resultado de 10 anos de investigação

Segundo reportagem do jornal Washington Post, primeiras pistas sobre o caso surgiram em 2000

EFE |

A prisão de 10 pessoas acusadas de espionar para a Rússia em território dos Estados Unidos foi o ponto final de dez anos de investigaçações, segundo reportagem publicada no Washington Post deste sábado.

"Algo ocorreu que ia afetar todos", disse um funcionário do governo ao Washington Post, sem dar mais detalhes sobre o que precipitou as surpreendentes prisões dos suspeitos no domingo passado, ocorridas para "proteger" o caso.

As primeiras provas sobre esta suposta rede de espionagem russa nos Estados Unidos apareceram no ano 2000, segundo uma denúncia apresentada contra os suspeitos.

Em 2006, funcionários escutaram mensagens codificadas de alguns dos 11 suspeitos e seus supostos chefes russos, mediante a instalação de microfones nas residências dos supostos espiões, informou na segunda-feira passada o Departamento de Justiça em sua demanda.

No total, 10 suspeitos de espionar para a Rússia foram presos no domingo em um fato que lembrou os tempos da Guerra Fria. Christopher Robert Metsos, de 54 ou 55 anos, preso no Chipre e libertado sob fiança, continuava foragido na sexta-feira. "Penso que deixou o Chipre", afirmou o ministro chipriota da Justiça, Loucas Louca.

Três dos suspeitos foram mantidos na prisão por uma decisão na sexta-feira de um tribunal federal. A juíza Theresa Buchanan considerou durante uma audiência em Alexandria, perto de Washington, que existia o risco de os suspeitos Mikhaïl Semenko e o casal Michael Zottoli e Patricia Mills fugirem e, por isso, os manteve na prisão sem possibilidade de fiança.

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