Prisão de Guantánamo não deve fechar em janeiro, diz imprensa dos EUA

WASHINGTON - O Governo do presidente americano, Barack Obama, provavelmente não poderá fechar a prisão da base de Guantánamo, em Cuba, onde detém centenas de supostos terroristas, em janeiro de 2010 como tinha sido proposto, informaram hoje veículos de imprensa americanos.

EFE |

A rede de televisão "CNN" e outros veículos citaram funcionários do Governo americano segundo os quais complicações legais atrasarão o fechamento da prisão em Guantánamo.

Segundo a "CNN", os funcionários do Governo que falaram sobre a demora disseram que a Casa Branca conseguiu fazer com que outros países aceitem alguns dos detidos.

Um dos problemas legais citados para o fechamento da prisão de Guantánamo é o fato de que alguns dos detidos podem ser terroristas perigosos e outros podem ter sido delatados ou entregues simplesmente por vinganças pessoais ou em troca de recompensas.

Os processos dos suspeitos são outra complicação, já que muitos deles foram torturados durante seus interrogatórios, segundo grupos de direitos humanos. Assim, suas declarações e testemunhos não teriam validade em um tribunal dos Estados Unidos.

Durante a campanha eleitoral de 2008, o então senador Obama prometeu que atuaria para fechar a prisão, criticada por grupos de direitos humanos e países aliados de Washington.

Na primeira semana após sua posse como presidente dos EUA, Obama assinou um decreto que fixou para janeiro de 2010 o fechamento da prisão. Na ocasião, disse que o país não deveria "continuar com um dilema falso entre a segurança e nossos ideais".

Em janeiro de 2002, o Governo do presidente George W. Bush começou a prender supostos terroristas na base de Guantánamo. Desde então, centenas de homens, capturados em diferentes partes do mundo, permaneceram sem julgamento, sem acusações e sem um processo legal para sua condenação ou libertação.

Guantánamo chegou a ter mais de 700 detentos. Mais de 500 deles foram transferidos para outros países.

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