O príncipe William, segundo na ordem de sucessão à coroa da Inglaterra, foi feito hoje cavaleiro da Ordem da Jarreteira, a mais antiga ordem de cavalaria do país, pela rainha Elizabeth II.

No Brasil, o mais famoso membro da Ordem da Jarreteira foi o imperador D. Pedro II. Os trajes e a condecoração da Ordem da Jarreteira a ele pertencentes estão em exposição no Museu Imperial, em Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro.

Em Londres, o príncipe usou a indumentária da ordem, um manto de veludo fechado por uma corrente e um chapéu ornado com plumas de avestruz brancas para a cerimônia, na capela St George do castelo de Windsor (leste de Londres).

Juntaram-se a ele, em seguida, seu pai, o príncipe Charles e os outros cavaleiros da ordem, para uma procissão, anterior à cerimônia religiosa anual da ordem.

A namorada do príncipe, Kate Middleton, vestida de preto, ficou na entrada da capela ao lado do príncipe Harry, irmão caçula de William e de outros membros da família real.

Foi a primeira vez que Kate Middleton assistiu a uma cerimônia real pública.

A Ordem da Jarreteira, Order of the Garter, é uma ordem militar criada por Eduardo III de Inglaterra em 1348 durante a guerra dos Cem Anos.

De acordo com uma lenda, associada à criação desta Ordem, Eduardo III estava dançando com a condessa de Salisbury numa grande festa da corte, quando ela deixou cair a sua jarreteira (liga). O rei apanhou-a do chão e, ao devolvê-la, reparou que os demais participantes do baile os olhava entre sorrisos e murmúros. Irado, exclamou: "Honni soit qui mal y pense" ("maldito seja o mal pensado, segundo uma tradução literal"), acrescentando que tornaria aquela pequena jarreteira azul tão gloriosa que todos a haveriam de desejar.

O seu símbolo é uma jarreteira de cor azul escuro, de rebordo dourado, na qual aparecem inscritas, em francês, as palavras ditas pelo rei.

É concedida pela rainha por decisão pessoal.

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