Príncipe saudita sobrevive a atentado da Al Qaeda

RIAD - Um príncipe saudita encarregado da atividade antiterrorista no país sobreviveu a um atentado suicida promovido por um grupo ligado à Al-Qaeda, segundo a agência oficial de notícias SPA.

Reuters |

Mohammed bin Nayef, vice-ministro do Interior e filho do homem cotado para ser o próximo príncipe herdeiro do país, participava de uma recepção na quinta-feira quando um homem-bomba se aproximou e ativou a explosão. O príncipe não se feriu gravemente.

É a primeira vez que um membro da família real é atacado desde 2003, quando começou a onda de violência promovida por simpatizantes da Al-Qaeda contra a monarquia saudita, aliada dos EUA.

"O ataque indica que a ameaça está por aí, esperando para acontecer --às vezes mais perto do que se imagina," disse um diplomata ocidental, pedindo anonimato. "A realeza terá muitas razões para se preocupar, num país onde as armas aparentemente entram de forma fácil pelas fronteiras porosas do norte, com o Iraque, e do sul, com o Iêmen."

Como chefe da segurança, o príncipe Mohammed é um dos homens mais poderosos do reino, a quem se atribui o sucesso do governo no combate à violência, com ajuda do treinamento ocidental.

A Arábia Saudita é o maior exportador mundial de petróleo e um importante aliado dos EUA no Oriente Médio. O país está diretamente envolvido no combate à militância islâmica, pois vários cidadãos seus estiveram envolvidos nos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os EUA. O próprio Osama bin Laden, líder da Al-Qaeda, nasceu na Arábia Saudita.

A Al-Qaeda na Península Arábica, braço saudita do grupo, assumiu a responsabilidade pelo atentado de quinta-feira, segundo nota divulgada em fóruns islâmicos da internet e traduzidos pela instituição Site Intelligence Group.

O homem-bomba era um militante procurado, que insistiu em ser recebido pelo príncipe para anunciar que estava se entregando às autoridades, segundo a SPA. A realeza saudita é obrigada a receber visitantes durante o Ramadã (mês islâmico do jejum).

A SPA não identificou o militante, mas disse que ele foi o único morto no incidente, ocorrido no gabinete particular do príncipe, na cidade portuária de Jidá.

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