Príncipe Harry se desculpa por se referir a soldado com termo racista

LONDRES - O príncipe Harry, terceiro na linha de sucessão do trono britânico, voltou a causar polêmica no Reino Unido com a divulgação de um vídeo no qual é possível ouvi-lo usando um apelido racista - Paqui - para se referir a um colega (de origem paquistanesa) do Exército.

Redação com EFE |

"Paqui" é um termo pejorativo no Reino Unido usado para descrever, normalmente com conotações xenófobas, pessoas de aparência árabe ou muçulmana.

Arthur Edwards
Harry no Exército britânico

Depois que veio a público a existência do vídeo, divulgado hoje pelo tablódie "News of the World", o príncipe se viu obrigado a pedir desculpas em público por suas palavras ofensivas.

Em nota, o palácio de Clarence House afirmou que Harry tem "muita consciência do quão ofensivo o termo pode ser" e que "sente muitíssimo" por ter ofendido alguém.

No entanto, o palácio observa que o incidente em questão, no qual o príncipe chamou de um colega "Paqui" enquanto filmava um vídeo, aconteceu há três anos, quando estava se formando na academia militar Sandhurst.

A Clarence House afirmou disse ainda que o apelido foi proferido em sentido amistoso e "sem malícia".

Mais uma gafe

O vídeo obtido pelo "News of the World" foi filmado pelo próprio Harry, como um diário pessoal, durante um período de instrução no Chipre, em 2006.

O príncipe começa filmando no aeroporto, enquanto os soldados esperam seu vôo para a ilha. Ao passar com a câmera por onde está sentado no chão seu colega asiático, identificado como Ahmed Raza Khan, atual capitão do Exército paquistanês, o príncipe sussurra: "Ah, (aqui está) nosso amiguinho 'paqui', Ahmed".

Em outro momento do vídeo, Harry filma um companheiro que cobriu a cabeça com um pano. "Não f..., você está parecendo um 'raghead'", fala o príncipe, usando um termo pejorativo que geralmente designa árabes ou muçulmanos que cobrem a cabeça com um lenço.

A Clarence House esclareceu que, nessa segunda gafe, o filho mais novo de Charles e Diana utilizou a palavra "raghead" (cabeça de lenço, em tradução livre), aparentemente comum nos Exércitos britânico e americano, em referência "aos talibãs ou insurgentes iraquianos".

Os dois incidentes geraram críticas e pedidos de uma investigação por parte da Comissão britânica de Igualdade e Direitos Humanos.

O Ministério da Defesa disse que examinará os fatos e ressaltou que "este tipo de linguagem não é aceitável em um Exército moderno".

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