Príncipe Harry quer ser piloto de helicóptero do Exército

LONDRES (Reuters) - O príncipe Harry escolheu seguir os passos de seu irmão mais velho e vai treinar para tornar-se um piloto de helicóptero, informou a família real britânica nesta segunda-feira. Harry, de 24 anos, neto da rainha Elizabeth e terceiro na linha de sucessão ao trono, ofereceu-se voluntariamente para se juntar à Corporação Aérea do Exército (CAE), em mais um passo na sua carreira militar.

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O príncipe William fez uma decisão parecida. Ele anunciou no mês passado que iria treinar para se tornar um piloto em tempo integral de helicópteros Sea King, da equipe de buscas e resgates da Força Aérea Real.

"O príncipe Harry escolheu se candidatar à CAE agora porque ele completou sua tarefa como líder de tropas com o Regimento da Cavalaria de Windsor", disse em comunicado Clarence House, assessora do gabinete do príncipe Charles, pai de William e Harry.

"Esta decisão é bastante comum entre jovens militares, neste estágio de suas carreiras no Exército".

O comunicado informou que Harry, que é tenente, participará de um processo seletivo no mês que vem para tentar uma vaga no curso preparatório de piloto operacional.

Caso consiga a vaga, o príncipe, que já passou em um teste de aptidão para piloto, começaria a treinar em janeiro. Assim que se qualificasse, ele entraria para o regimento da CAE.

Harry serviu no front no Afeganistão, no começo do ano, mas foi levado de volta para casa depois de 10 semanas, quando a mídia rompeu o silêncio sobre sua presença ali.

Em dezembro de 2007, ele foi enviado para a província afegã de Helmand para trabalhar como controlador de vôo, convocando ataques aéreos e informando os pilotos sobre a posição de seus alvos.

Isto fez de Harry o primeiro membro da família real britânica a presenciar uma guerra desde que seu tio, o príncipe Andrew, pilotou helicópteros nas Ilhas Falkland, há 26 anos.

Após retornar do Afeganistão, Harry disse que gostaria de voltar ao combate, mas chefes militares alertaram que ele poderia despertar muitas preocupações em relação à segurança.

O príncipe ficou bastante desapontado e considerou deixar o Exército quando sua ida ao Iraque quase foi cancelada de última hora, no ano passado, devido a preocupações com segurança.

(Por Michael Holden)

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