Príncipe Harry pede desculpas por comentários racistas

O príncipe Harry, terceiro na linha de sucessão da Grã-Bretanha, pediu desculpas pelo uso de linguagem ofensiva ao descrever um membro de seu pelotão do exército em um vídeo filmado três anos atrás. Segundo a edição deste domingo do jornal britânico News of the World, o príncipe chamou um colega de Paqui (termo pejorativo usado para descrever paquistaneses na Grã-Bretanha) enquanto fingia fazer uma ligação telefônica para a rainha Elizabeth, sua avó.

BBC Brasil |

Uma declaração do Palácio de St James afirmou que os comentários foram feitos sem malícia, há três anos, descrevendo um amigo.

Em 2005, o príncipe Harry teve que pedir desculpas depois de usar uma suástica nazista em uma festa à fantasia, causando ofensas a muitos judeus.

O vídeo descrito pelo News of the World mostraria Harry como um oficial cadete na academia militar de Sandhurst.

Ele foi filmado em frente de outros cadetes no saguão de embarque de um aeroporto, enquanto os militares aguardavam um voo para Chipre.

Segundo o jornal, o príncipe se referiu ao outro cadete como "nosso amiguinho paqui" e também teria usado um termo pejorativo para descrever outro oficial cadete de origem árabe (raghead que, em inglês, quer dizer algo como "alguém que usa um pano na cabeça").

O termo, normalmente, é usado para descrever combatentes iraquianos ou do Talebã.

Segundo a declaração do Palácio St. James, "o príncipe Harry entende totalmente o quão ofensivo este termo pode ser e está extremamente sentido por qualquer ofensa que suas palavras possam causar".

"Mas, nesta ocasião três anos atrás, o príncipe usou o termo sem malícia e como um apelido para um membro extremamente popular de seu pelotão." O palácio afirma que não houve qualquer intenção de ofender seu amigo.

Um porta-voz do Ministério da Defesa disse que "nem o Exército nem as Forças Armadas toleram comportamento inapropriado em qualquer forma".

"O exército leva todas as alegações de comportamento inapropriado muito a sério e todas as alegações substanciais são investigadas."

"Não estamos cientes de que nenhuma queixa tenha sido apresentada pelo indivíduo. Intimidação e racismo não são endêmicos nas Forças Armadas", afirma a declaração.

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