RIO DE JANEIRO - O príncipe Charles, herdeiro da Coroa britânica, foi premiado pelo governo do Amazonas, nesta sexta-feira, por seu compromisso com o meio ambiente e sua iniciativa de financiar países em desenvolvimento que preservam suas florestas.

Reuters
Príncipe Charles e sua esposa chegam a Manaus
Acompanhado pela mulher, a duquesa da Cornualha, Camilla Rosemary Mountbatten-Windsor (ex-Parker-Bowles), ele recebeu o prêmio Amigo da Floresta e do Clima das mãos do governador Eduardo Braga (PMDB), no Palácio Rio Negro, em Manaus.

O prêmio reconhece o projeto apadrinhado pelo príncipe que financia programas de desenvolvimento sustentável em países emergentes e oferece compensações econômicas àqueles que conservam suas florestas.

Após a homenagem, o príncipe e sua comitiva reuniram-se com autoridades locais e discutiram diversas iniciativas para deter a mudança climática, informou o governo do Amazonas.

Charles também se encontrou com líderes de ONGs que trabalham na Amazônia e conheceu chefes de tribos indígenas da região, que entregaram ao príncipe herdeiro uma carta na qual expressam sua preocupação com a ameaça que o desmatamento representa para seus povos.

Em discurso na quinta-feira, no Rio de Janeiro, o príncipe Charles chamou a atenção para a importância de a mudança climática ser freada em dois anos para evitar "catástrofes", que seriam muito mais danosas para o planeta e para a economia do que a atual recessão mundial, disse.

Nesta sexta-feira à noite, a Orquestra Filarmônica e o Coral do Amazonas farão um concerto de música erudita para os membros da Casa Real britânica, no centenário Teatro Amazonas, construído com luxo no fim do século 16, graças ao auge que trouxe para a região a exportação de borracha na época.

Neste sábado, em seu quarto e último dia de visita ao Brasil, o príncipe de Gales visitará Santarém, no Pará. Depois do Brasil, ele dará continuidade à sua viagem sul-americana no Equador.


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