Londres, 3 jan (EFE).- O príncipe Charles da Inglaterra se opôs firmemente à guerra no Iraque lançada pelo ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair e pelo ex-presidente dos Estados Unidos George W.

Bush, afirma hoje o jornal "News of the World".

De acordo com o jornal, o herdeiro ao trono britânico tentou persuadir políticos britânicos e inclusive viajou a países árabes para promover seu ponto de vista de que uma guerra só aumentaria os problemas da região.

Segundo ele, a fonte dos conflitos no Oriente Médio é a situação entre Israel e palestinos.

Segundo o jornal, que cita fontes ligadas ao príncipe, Charles teve acesso aos mesmos documentos confidenciais dos serviços secretos que Blair, e, sobre essa base, concluiu que não havia razões para uma invasão.

O príncipe quebrou a tradição real de não interferência e fez uma campanha ativa para tentar deter o plano de Blair, a quem se referia - com ironia - como "nosso glorioso líder".

"O príncipe achava que Blair estava errado e deixou clara sua posição a políticos e gente influente. Achava que seria um desastre enviar nossas tropas, e ficou provado que tinha razão", disse ao jornal uma das fontes.

O "News of the World" afirma que a posição do príncipe e as gestões que fez na época podem ser um material relevante para a investigação realizada atualmente no Reino Unido sobre as circunstâncias que levaram à guerra. EFE jm/an

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