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Príncipe Charles é acusado de promover curandeirismo com produto

Londres, 10 mar (EFE).- Um professor britânico de Medicina Alternativa, Edzard Ernst, acusou o príncipe Charles de promover o mais puro curandeirismo ao colocar à venda, através de sua marca oficial, a Duchy Originals, um duvidoso produto desintoxicante.

EFE |

Ernst, o acadêmico especializado em tratamentos alternativos mais proeminente do Reino Unido, que trabalha na Peninsula Medical School (sudoeste inglês), afirmou também que o herdeiro ao trono britânico tenta se aproveitar do público em uma época de crise.

O professor explicou à "BBC" que não há provas científicas de que os desintoxicadores funcionem, e o frasco de 50 mililitros vendido por Charles a 10 libras (US$ 13,7), com a pretensão de ajudar a eliminar toxinas e a facilitar a digestão, não é uma exceção.

A sugestão de que um produto pode eliminar toxinas do corpo é "inverossímil, sem fundamento e perigosa", sustenta o professor.

Para ele, com seu composto de alcachofra e dente-de-leão -que, segundo a descrição, "ajuda de forma natural a fazer a digestão e apoia o processo de eliminação do corpo"-, o príncipe e seus assessores parecem querer ignorar deliberadamente a ciência e preferem "se basear em crenças e superstições".

"O príncipe Charles está, portanto, explorando economicamente um público crédulo em tempos de dificuldades financeiras", disse.

O diretor da Duchy Originals, Andrew Baker, afirmou, por sua vez, que a Duchy Herbals' Detox Tincture "não é, nem nunca foi descrita, como uma medicina, remédio ou cura para qualquer doença". EFE jm/db

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