Londres, 13 nov (EFE).- O príncipe Charles da Inglaterra, que completa 60 anos amanhã, reconhece que aproveita apenas em parte o papel que tem que cumprir como futuro rei.

Em um documentário emitido pela "BBC" por ocasião de seu aniversário, Charles fala que esse papel "é algo que sinto que tenho que fazer: ajudar o maior número possível de pessoas neste país".

No documentário, filmado ao longo de um ano em diversas residências reais e durante uma viagem oficial do príncipe pelo Caribe com a esposa, Camilla, Charles manifesta sua esperança de que os dois filhos sigam seu exemplo e continuem as atividades beneficentes quando chegar a hora de ele suceder Elizabeth II.

O príncipe fala também que sua fascinação pelo balé começou quando a avó materna o levou, com 7 anos, para ver uma apresentação do Bolshoi em Covent Garden, em Londres.

O herdeiro do trono reitera no documentário sua conhecida oposição aos alimentos transgênicos e aos métodos fabris aplicados à agricultura.

Quando perguntado sobre se continuará dizendo tudo o que pensa sobre assuntos como o meio ambiente quando estiver no trono, Charles responde: "Não sei, não sei, talvez não".

Mas acrescenta que "gostaria de pensar que, depois de tudo, as pessoas possam chegar à conclusão que muitas das coisas que tentei fazer não eram loucuras".

No documentário, o príncipe de Gales presta homenagem ao reinado de Elizabeth II, a quem chama várias vezes de "mamãe".

Na quarta-feira, Elizabeth II elogiou "a visão e convicção" demonstradas pelo príncipe de Gales, e previu que será um bom rei.

A rainha elogiou, principalmente, a Fundação do Príncipe, sobre a qual disse que "transformou várias vidas".

Charles criou sua fundação beneficente em 1976 com as 7,5 mil libras que recebeu ao deixar a Royal Navy (Marinha britânica).

Hoje à noite, Elizabeth II oferece em homenagem ao filho um jantar e um concerto no Palácio de Buckingham, com a presença de outros membros da família real. EFE jr/an

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