Príncipe Charles considera que mudança climática é desafio mais urgente

Paris, 15 nov (EFE).- O príncipe Charles da Inglaterra afirma que, para a humanidade, não há desafio mais urgente nem mais fundamental do que a mudança climática, e isso justifica seu projeto Rainforest a favor das florestas tropicais.

EFE |

"Não se deve perder nenhum minuto", ressalta Charles, em entrevista publicada hoje pela revista "Le Figaro Magazine", acrescentando que uma ação a ser "empreendida a partir de agora para inverter o curso dos eventos é conter a destruição das grandes florestas tropicais".

Esta é a razão do projeto Rainforest, lançado no ano passado com propostas como o controle das emissões de carbono, o aproveitamento de água da chuva e o esfriamento do clima, a fim de preservar o ecossistema.

Caso se alcance o objetivo após sua iniciativa, ele afirma que "não só daremos uma contribuição essencial para o futuro" das próximas gerações, mas haverá uma transformação radical da vida de aproximadamente 1,4 bilhão de habitantes dos mais pobres da Terra que vivem em torno das florestas tropicais".

O príncipe conta que sua fundação para um meio ambiente integrado atua em vários países para estabelecer "verdadeiras comunidades que voltem a colocar as pessoas e a proteção do meio no centro de seu funcionamento".

Trata-se de privilegiar os "princípios de identidade local, de justiça, de proporção e, atreveria a dizer, de beleza. São princípios que foram sacrificados no altar da 'modernidade' e que, no entanto, refletem nossa verdadeira humanidade", argumenta.

A entrevista, feita por ocasião da visita de Charles à França para participar dos 80 anos do armistício que colocou fim à Primeira Guerra Mundial, também trata desse conflito.

O herdeiro da Coroa britânica diz que participa do aniversário porque é importante "lembrar às jovens gerações os imensos sacrifícios feitos não só em nome dos princípios e dos valores que estavam em jogo, mas também porque se deve entender a pertinência atual de valores como coragem, sacrifício, dever e cortesia". EFE ac/fh/an

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