Principal testemunha do caso Olmert diz que seu depoimento foi verdadeiro

Jerusalém, 17 jul (EFE).- O empresário americano Morris Talansky, principal testemunha na investigação do caso Ehud Olmert por suposto delito de suborno, defendeu hoje frente aos advogados do primeiro-ministro israelense a veracidade de seu depoimento perante a Promotoria.

EFE |

No mês passado, ao ser interrogado pelos promotores do Estado, Talansky assegurou ter entregado ao longo de 15 anos grandes somas de dinheiro ao atual chefe de Governo israelense.

O caso obrigou Olmert, pressionado dentro e fora de seu partido, o Kadima, a anunciar a convocação de primárias para setembro e, assim, evitar eleições antecipadas, como a oposição pedia.

"Nunca dei uma resposta falsa" e "não acredito ter inventado histórias", respondeu Talansky ao advogado de Olmert, Eli Zohar, quando perguntou se as acusações que tinha feito contra seu cliente não eram mais que produto de sua imaginação, segundo o resumo do interrogatório divulgado para a imprensa.

Os advogados tentaram o tempo todo desacreditar Talansky e apresentaram vários casos em que seu depoimento não correspondia às provas que mostraram.

O empresário defendeu que os fatos que narrou eram rigorosos, embora tenha ressaltado que talvez haja se enganado em alguma data ou situação por ter ficado confuso com as sucessivas pergunta dos investigadores.

Em repetidas ocasiões, o primeiro-ministro israelense reiterou sua inocência e anunciou que renunciará caso seja acusado.

Olmert está convencido de que este interrogatório esclarecerá todas as acusações feitas contra ele nos últimos meses.

Além de ser investigado pelo dinheiro que teria recebido de Talansky, Olmert também é suspeito de irregularidades em solicitações de financiamento junto a diferentes organismos e instituições, que pagaram a ele viagens de forma simultânea.

A Polícia averigua se o primeiro-ministro duplicou faturas para financiar viagens de diferentes membros de sua família.

No passado, o primeiro-ministro foi investigado por outros quatro casos de corrupção e suborno durante seu mandato como prefeito de Jerusalém e como ministro da Indústria, mas nunca foi acusado. EFE ap/rr

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