Pequim, 22 set (EFE).- O principal responsável pela segurança alimentar da China, Li Changjiang, renunciou hoje a seu cargo supostamente por causa do escândalo do leite adulterado que já causou a morte de quatro crianças e atingiu aproximadamente 53 mil na China, informou a agência de notícias Xinhua.

Do total de crianças que receberam tratamento, quase 13 mil ainda estão hospitalizadas após ingerirem leite misturado com melamina, um produto químico que engana os detectores de proteínas e produz cálculos renais.

O Conselho de Estado (Executivo) chinês aceitou a renúncia de Li, que até hoje era o diretor-geral da Administração Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena (AQSIQ), cargo que será ocupado a partir de agora por Wang Yong, ex-secretário-geral do Conselho de Estado e responsável do órgão disciplinar.

A agência oficial ainda não explicou os motivos da renúncia de Li, mas a vincula ao escândalo do leite adulterado.

Li foi nomeado ministro e segundo responsável pela AQSIQ em 2001, e neste mesmo ano foi nomeado líder deste ministério após os escândalos de intoxicação no ano passado.

Li assegurou que os produtos que atletas e turistas estavam consumindo durante os Jogos Olímpicos de Pequim eram seguros, embora já tivessem acontecido as primeiras mortes em conseqüência do leite adulterado.

As autoridades chinesas não sabiam do escândalo até o último dia 13.

Caso seja confirmado o motivo da renúncia, esta será a primeira de um alto cargo em Pequim em virtude desta crise do setor de alimentos.

Hoje foram expulsos de seus cargos o secretário-geral do Partido Comunista em Shijiazhuang, Wu Xianguo, e Ji Chuntang, prefeito da mesma região, onde a empresa Sanlu, principal envolvida no caso, tem suas fábricas de produção.

Além destes funcionários, a presidente da Sanlu, Tian Wenhua, também foi expulsa de seu cargo na última semana, quando o escândalo foi descoberto.

Quarenta e seis suspeitos, muitos deles intermediários que compravam leite de granjeiros e vendiam para processadoras, foram detidos e interrogados. EFE mz/fh/fal

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