Principal partido do Governo tailandês procura candidato a primeiro-ministro

Bangcoc, 13 set (EFE).- O principal partido governista da Tailândia trabalhará durante o final de semana na busca de um candidato a primeiro-ministro, depois que o deposto Samak Sundaravej decidiu não apresentar sua candidatura à reeleição como chefe do Executivo, informaram fontes oficiais.

EFE |

O ministro da Justiça do país, Sompong Amornwiwat, do Partido do Poder Popular (PPP), disse que na segunda-feira sua legenda se reunirá com os outros cinco partidos da aliança governista para pedir seu apoi, e que o nome do candidato será revelado na terça-feira.

A maioria dos parlamentares boicotou ontem a sessão na qual deveriam decidir a reeleição de Sundaravej, razão pela qual a votação teve que ser suspensa por falta de quorum.

Como conseqüência, Sundaravej, destituído pelo Tribunal Constitucional da Tailândia por ter apresentado um programa de culinária quando já era chefe do Executivo, renunciou à candidatura e à chefia de seu partido.

Os membros da Casa dos Representantes (câmara baixa) se reunirão de novo na quarta-feira para eleger o novo chefe de Governo.

A decisão de Sundaravej, de 73 anos, abre caminho para a superação da crise política na Tailândia, onde milhares de manifestantes contrários ao Governo ocupam a sede do Executivo desde 26 de agosto, apesar do estado de emergência declarado em Bangcoc há 11 dias.

Pelo menos dois partidos da coalizão do Governo se opuseram à reeleição de Sundaravej, por isso o PPP terá que encontrar um candidato menos polêmico do que o ex-premiê, conhecido por seus comentários mordazes.

Dentro do PPP, os candidatos mais prováveis são o primeiro-ministro interino Somchai Wongsawat, cunhado do ex-chefe de Governo tailandês Thaksin Shinawatra, deposto em um golpe de Estado em 2006 e exilado no Reino Unido.

Amornwiwat e o ministro das Finanças, Surapong Suebwonglee, despontam como outros possíveis aspirantes do principal partido da coalizão.

O ex-chefe do Executivo e líder do partido Nação Tailandesa (o segundo maior da coalizão governista), Banharn Silpa-archa, parecia um candidato de consenso, mas o veterano político afirmou na semana passada que se sentia velho demais para assumir o cargo de primeiro-ministro.

Por sua vez, Abhisit Vejjajiva, líder do Partido Democrata - o principal da oposição - propôs a formação de um Governo de união nacional com ele como primeiro-ministro para resolver a crise que divide o país. EFE tai/wr/sc

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