Principais propostas dos líderes ibero-americanos frente à crise

San Salvador, 31 out (EFE).- Os chefes de Estado e Governo dos países ibero-americanos aproveitaram sua 18ª cúpula anual, em El Salvador, para expor suas propostas para conter a crise financeira: --Um novo grande pacto internacional.

EFE |

Proposta do presidente de El Salvador e anfitrião da cúpula, Antonio Elías Saca, que pediu que sejam reunidas todas as iniciativas em um só documento "que sirva como carta de negociação perante o mundo".

O "grande pacto" deveria contemplar propostas de reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) e outras para buscar fontes inovadoras para o financiamento do desenvolvimento.

--Mais influência dos países em desenvolvimento na configuração de uma nova ordem econômica mundial. Proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A voz dos países mais pobres deve ser ouvida porque "são vítimas e não culpados" de uma crise perante a qual os países ricos não souberam reagir.

--Mais poder para os países emergentes nas instituições financeiras internacionais. Proposta da presidente do Chile, Michelle Bachelet.

A crise deve ser uma oportunidade para a reforma desses organismos dando mais presença e poder aos emergentes e não uma desculpa para adiá-la.

--A nova realidade geopolítica mundial deve pesar na reforma do sistema financeiro para determinar os novos centros de decisão, com uma reforma do FMI para reforçar sua função preventiva. Proposta do presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.

--Redução das despesas militares e fomento ao investimento em educação. Proposta do presidente da Costa Rica, Óscar Arias.

"É necessário reduzir nossa excessiva despesa militar", porque "é um delírio gastarmos US$ 40 bilhões em armas e em soldados, quando nossos jovens não chegam a pisar em uma sala de aula".

--Criar uma nova arquitetura financeira regional, com um sistema monetário comum. Proposta do presidente do Equador, Rafael Correa.

Isso supõe que exista um Banco do Sul para o desenvolvimento multinacional, financiado pelos próprios países latino-americanos.

--Fortalecer a unidade e a integração regional. Proposta do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.

Os "empobrecidos" países centro-americanos "tem uma saída", que é "fortalecer a unidade e a integração", que poderia depois se ampliar com os países da América do Sul.

--Mecanismos de supervisão efetiva do mercado financeiro.

Proposta do presidente do Panamá, Marín Torrijos.

O mecanismo de supervisão deve ser estrito com os países desenvolvidos, não só com os pobres.

--Defesa do setor real da economia. Proposta do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.

Na atual conjuntura, é necessário um esforço na América Latina na proteção do setor social por ser o mais vulnerável.

--Intervenção do Estado para assegurar o fluxo de créditos e evitar o isolacionismo e o bloqueio comercial. Proposta do presidente peruano, Alan García.

Fortalecer os recursos para a agricultura para impedir uma catástrofe social irreversível.

--Evitar que aumente a pobreza extrema devido à crise. Proposta do presidente do México, Felipe Calderón.

A meta deve ser impedir que aumente a pobreza extrema, um risco muito provável que "em um ano pode gerar milhões de pobres" na América Latina.

--Democratização da economia mundial. Proposta do presidente da Bolívia, Evo Morales.

É necessário deixar de se pensar no lucro, e sim em alimentos para o ser humano, produzir para a vida. EFE mlg/rr

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