Principais pontos adotados na cúpula da UE para o conflito Rússia-Geórgia

Os chefes de Estado e de governo da União Européia decidiram nesta segunda-feira suspender as negociações do acordo de cooperação ampliada com a Rússia, em resposta à intervenção militar e política de Moscou na Geórgia.

AFP |

Estes são os principais pontos da declaração adotada ao fim da cúpula extraordinária da UE:

CONDENAÇÃO À RÚSSIA:

Os 27 decidiram adiar as negociações de um acordo ampliado de cooperação com Moscou "enquanto a retirada das tropas para suas posições anteriores a 7 de agosto não for concluída", tal como prometeram os russos.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, presidente em exercício da UE, e o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, anunciaram que viajarão na próxima segunda-feira a Moscou e a Tbilisi junto com o chefe da diplomacia do bloco, Javier Solana, para tentar acelerar a retirada russa da Geórgia.

Os líderes europeus voltaram a condenar "a reação desproporcional da Rússia" contra a Geórgia, assim como a decisão "inaceitável" de Moscou de reconhecer a independência das regiões georgianas da Abkházia e da Ossétia do Sul.

APOIO À GEÓRGIA:

A UE se comprometeu a organizar "a curto prazo" uma conferência de doadores para a reconstrução de cidades georgianas danificadas durante o conflito.

Além disso, a longo prazo, o bloco decidiu "reforçar sua relação com a Geórgia", facilitando vistos e a abertura "eventual de uma zona de livre comércio completa e aprofundada".

Entretanto, a declaração não menciona uma possível adesão da Geórgia à UE, uma questão polêmica na agenda do bloco.

MANUTENÇÃO DA ESTABILIDADE NA REGIÃO:

Os 27 membros estão dispostos a "se comprometer, inclusive com a presença no território, para apoiar todos os esforços no sentido de alcançar uma solução pacífica e duradoura dos conflitos na Geórgia".

Em particular, o bloco estuda participar de uma missão de observação, que pode ser decidida no dia 15 de setembro durante uma reunião dos chanceleres da UE.

A UE decidiu ainda nomear um representante especial para a crise na Geórgia, que ajudará o encarregado do Cáucaso do Sul.

ENERGIA:

Destacando "a interdependência entre UE e Rússia", o bloco conclui que a crise georgiana ilustra "a necessidade da Europa de intensificar seus esforços em matéria de segurança do abastecimento de energia", e, em particular, de diversificar suas fontes e rotas de fornecimento.

bur/ap

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