Principais partidos de Honduras definem candidatos à Presidência

Tegucigalpa, 1 dez (EFE).- Os vencedores das eleições primárias realizadas domingo em Honduras, o liberal Mauricio Villeda e o opositor Porfirio Lobo, proclamaram seus amplos triunfos perante seus rivais, que também reconheceram suas derrotas.

EFE |

Villeda, do governante Partido Liberal, e Lobo, do opositor Partido Nacional, ganharam assim as candidaturas presidenciais para as eleições gerais de 29 de novembro do próximo ano.

O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) informou hoje que, com 65,71% dos votos apurados, Villeda acumula 51% e seu principal rival, Roberto Micheletti, 28%.

Villeda representa o movimento liderado pelo vice-presidente de Honduras, Elvin Santos, que não foi inscrito por impedimento constitucional, ao haver desempenhado a titularidade do Executivo, enquanto Micheletti era apoiado pelo presidente Manuel Zelaya.

Liberais e nacionalistas também elegeram no domingo seus candidatos às 128 vagas de deputados no Congresso Nacional, 20 no Parlamento Centro-Americano e 298 em corporações municipais.

A apuração dos votos para deputados e prefeitos é mais lenta pelo sistema de voto separado em uma mesma cédula.

No entanto, segundo dados adiantados pelo TSE, os prefeitos de Tegucigalpa e San Pedro Sula -segunda cidade do país-, o nacionalista Ricardo Álvarez e o liberal Rodolfo Padilla, respectivamente, reiteraram as candidaturas de seus partidos e buscarão a reeleição em 2009.

O candidato liberal a prefeito de Tegucigalpa será Eliseo Castro, aliado de Villeda, e o nacionalista em San Pedro Sula Arturo Bendaña, da corrente de Lobo.

Cerca de 4,3 milhões de hondurenhos foram convocados a estas eleições primárias, embora o TSE esclareça que, na prática, não se contava com 1,3 milhões de imigrantes que vivem nos Estados Unidos; o voto no estrangeiro só é válido em eleições gerais.

Os observadores locais e internacionais elogiaram o desenvolvimento destas eleições primárias, nas quais não houve maiores contratempos nem denúncias de fraude ou de outra irregularidade grave.

O presidente que for eleito em 2009 assumirá o cargo em 27 de janeiro de 2010, substituindo Zelaya para um mandato de quatro anos.

EFE lam/jp

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