Principais partidos da R.Tcheca acertam data de eleições legislativas

Praga, 28 mar (EFE).- Os dois maiores partidos da República Tcheca, os governantes conservadores e os socialdemocratas na oposição, concordaram em convocar eleições legislativas antecipadas para outubro, após a queda do Executivo interino, liderado pelo primeiro-ministro, Mirek Topolanek.

EFE |

O anúncio foi feito pelo líder do Partido SocialDemocrata (CSSD), Jiri Paroubek, em entrevista à emissora de televisão "CT1", após se reunir na sexta-feira à noite com Topolanek, chefe do governista Partido Democrático Cidadão (ODS).

A crise institucional no país centro-europeu, que preside este semestre a União Europeia (UE), foi desencadeada por uma moção de censura que colocou fim ao Executivo de Topolanek após dois anos de legislatura.

Paroubek explicou que, na reunião de sexta, os dois líderes discutiram sobre a possibilidade de ratificar o Tratado de Lisboa no Senado, e o chefe do Governo "se mostrou receptivo" a aprovar o documento.

Em entrevista ao jornal "Pravo", Topolanek afirmou que a medida será realizada "da maneira que fizer menos dano ao partido", que se encontra profundamente dividido.

A República Tcheca é o único país da UE que ainda não se pronunciou definitivamente sobre o documento.

Para que os socialistas aceitem um Executivo de coalizão que possa terminar a gestão da Presidência do bloco, Paroubek pediu que no novo gabinete não estejam o atual ministro de Interior, Ivan Langer, e a procuradora-geral do Estado, Renata Vesecka.

"Outros ministros também foram falados, mas estamos dispostos a fazer concessões", disse o líder socialdemocrata, que voltará a conversar por telefone com Topolanek no domingo.

Ambos, no entanto, descartaram um Governo de especialistas ou tecnocratas, algo com o que o ODS não concorda.

Outro dos pactos entre conservadores e socialdemocratas é a criação de grupos de trabalho para resolver a crise econômica.

Algumas medidas para resolver a situação serão tramitadas esta semana em sessões extraordinárias do Parlamento tcheco.

O Partido SocialDemocrata também pediu um pacto de não-agressão entre o Governo central, integrado por conservadores, democratascristãos e verdes, e os Executivos regionais. EFE gm/db

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