Editoriais dão boas-vindas a novo líder norte-coreano, que foi proclamado no sábado como comandante supremo do Exército

Os três principais jornais da Coreia do Norte pedem neste domingo em sua tradicional mensagem de ano novo defender seu novo líder, Kim Jong-un, "até a morte" e fortalecer o Exército, informa a agência sul-coreana "Yonhap".

Reprodução de vídeo da KRT mostra o novo líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, durante último dia do funeral de seu pai, Kim Jong-il, em Pyongyang (29/12/2011)
AP
Reprodução de vídeo da KRT mostra o novo líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, durante último dia do funeral de seu pai, Kim Jong-il, em Pyongyang (29/12/2011)

O editorial publicado por Rodong Sinmun, Joson Inmingun e Chongnyon Jonwi, dá as boas-vindas a Kim Jong-un, que foi proclamado no sábado pelo regime comunista o "comandante supremo" do Exército norte-coreano.

"O Exército deve depositar uma confiança absoluta e seguir Kim Jong-un, e se transformar em rifles humanos e bombas para defendê-lo até a morte", destaca com a habitual retórica militar o texto.

Os meios descreveram Kim Jong-un como o "arguto líder do Partido, do Estado e do Exército", e destacam que ele é "um líder excepcional e um grande sol". Além disso, o texto assegura que a morte de seu pai, Kim Jong-il, em 17 de dezembro, foi "a maior perda de nossa nação em seus 5.000 longos anos de história", acrescentando que, após os funerais do ditador, o país está preparado para realizar seus propósitos com determinação.

No editorial também se reafirma a necessidade de fortalecer seu Exército contra as "forças agressoras" dos Estados Unidos que "deveriam ser expulsas" da Coreia do Sul ao ser "o principal obstáculo para se conseguir a paz na península coreana".

O Comando Conjunto das Forças sul-coreana e americana conta com cerca de 28.500 soldados no país asiático, como meio defensivo de prevenção depois do conflito entre as Coreias entre 1950 e 1953, que acabou com um armistício e não com um Tratado de Paz.

"No ano passado propusemos conversas e negociações com as autoridades da Coreia do Sul, e realizamos constantes esforços para realizá-las", destaca o editorial, determinando que a resposta de seu vizinho do sul foi a de intensificar "a adoração de outros países, incluindo os Estados Unidos".

Segundo o texto publicado, a atitude de Seul intensificou "o confronto com os compatriotas do Norte e as manobras de guerra" contra Pyongyang.

Apesar de não mencionar os programas nucleares do país, o editorial destaca que a posse de armas é um elemento dissuasório contra a política hostil dos EUA e que a Coreia do Norte manterá seu "esforço para desenvolver relações de amizade com aqueles países que respeitem sua soberania", conclui.

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