Principais guerrilhas da Colômbia anunciam união contra Uribe

BOGOTÁ (Reuters) - As duas maiores guerrilhas de esquerda da Colômbia, as Farc e o ELN, anunciaram nesta quarta-feira sua união contra o governo de Álvaro Uribe e os militares norte-americanos no país, ameaçando radicalizar o conflito interno. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN), que ficaram fragilizados por uma ofensiva ordenada por Uribe, poderiam alcançar, juntos, cerca de 14.000 combatentes, segundo forças de segurança.

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"Vamos trabalhar pela unidade para enfrentar, com firmeza e beligerância, o atual regime que o governo de Álvaro Uribe converteu no mais perverso títere dos planos do império, pisoteando a dignidade nacional", disse um comunicado conjunto dos grupos guerrilheiros.

No passado, alianças das forças rebeldes colombianas não alcançaram o objetivo de derrotar o governo. Nos últimos anos, as Farc e o ELN mantiveram uma guerra pelo controle político e territorial de várias regiões da Colômbia, deixando centenas de mortos, segundo dirigentes dos dois grupos rebeldes.

"Nossa condição revolucionária nos conduz a ordenar a todas as nossas unidades a parar a confrontação entre as duas forças a partir da publicação desse documento", dizia o comunicado, divulgado no site www.anncol.eu.

Os dois grupos guerrilheiros protestaram contra um acordo firmado por Bogotá e Washington autorizando militares dos EUA a usar sete bases da Colômbia e realizar operações contra o narcotráfico e o terrorismo.

"Nosso único inimigo é o imperialismo norte-americano e sua oligarquia lacaia; contra ele comprometemos toda a nossa energia combativa e revolucionária", acrescentaram.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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