Principais desafios externos do novo governo dos EUA

(Reuters) - O novo presidente dos Estados Unidos, seja ele o democrata Barack Obama ou o republicano John McCain, vai enfrentar diversos desafios na política externa. Veja os principais:

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AL QAEDA E TERRORISMO

A Al Qaeda se fortaleceu em regiões tribais do Paquistão, o que preocupa os EUA. Obama diz os EUA deveriam entrar no Paquistão para caçar dirigentes do grupo caso Islamabad não queira ou não possa agir. McCain critica Obama por declarar isso publicamente, e promete colaborar com o Paquistão na luta contra a Al Qaeda.

AFEGANISTÃO

McCain e Obama dizem que vão dar mais prioridade ao combate ao Taliban no Afeganistão e à Al Qaeda na fronteira paquistanesa. Ambos prometem reforçar o contingente norte-americano no Afeganistão, que atualmente é de 32 mil soldados.

O governo Bush cogita um diálogo com membros "reconciliáveis" do Taliban, mas a decisão final sobre isso caberá ao sucessor.

IRAQUE

Obama, que votou contra a invasão do Iraque em 2003, propõe um cronograma de 16 meses para a retirada das tropas de combate, o que permitiria priorizar o Afeganistão. McCain rejeita prazos, dizendo que as tropas devem ficar no Iraque enquanto forem necessárias.

RÚSSIA

McCain e Obama condenaram a invasão russa da Geórgia, em agosto, e ambos defendem a adesão georgiana à Otan. McCain adota uma retórica mais dura contra Moscou e chegou a propor a expulsão da Rússia do G8 (grupo de países industrializados).

PAZ NO ORIENTE MÉDIO

Houve poucos sinais de avanço no processo de paz entre israelenses e palestinos desde que Bush promoveu sua retomada, há um ano. Tanto McCain quanto Obama prometem um esforço vigoroso por um acordo, e ambos declaram apoio incondicional a Israel.

IMAGEM DOS EUA

Ambos os candidatos prometem fortalecer os vínculos com aliados tradicionais, especialmente na Europa, depois do período de afastamento durante o governo Bush.

GUANTÁNAMO

Ambos os candidatos defendem a desativação da prisão militar de Guantánamo, encravada em Cuba. McCain defende a transferência dos presos para uma prisão militar no Kansas.

CHINA

McCain defende um diálogo para melhorar a cooperação e transparência nuclear com Pequim, e diz esperar uma liberalização religiosa e política que acompanhe a liberdade econômica na China.

Obama diz ver oportunidades e desafios na ascensão chinesa. Promete não demonizar a China, mas pressioná-la a cumprir os padrões internacionais de direitos humanos e a parar de apoiar governos repressores, como os de Mianmar, Sudão e Zimbábue.

Ambos prometem pressionar a China na questão comercial.

CORÉIA DO NORTE

O governo Bush retirou neste mês a Coréia do Norte da sua lista de países que apóiam o terrorismo, depois que Pyongyang aceitou um mecanismo para a verificação de suas atividades nucleares.

Obama viu nisso "um modesto passo à frente," mas disse que a Coréia do Norte precisa estar alertada para as consequências caso não siga adiante.

McCain manifestou receio com o acordo, dizendo que não estava claro se todas as questões de verificação seriam abrangidas.

MUDANÇA CLIMÁTICA

Ambos os candidatos apóiam um programa de limite de emissões de carbono, com a comercialização de créditos para o funcionamento de usinas termoelétricas, por exemplo. Ou seja, o governo estabeleceria limites à emissão de gases do efeito estufa, e as empresas precisam comprar autorizações para ultrapassar tais limites - ou podem vendê-las caso fiquem abaixo do teto.

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